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Entenda o que é e como funciona uma startup

O empreendedorismo cresce em Angola. De acordo com o estudo “Map Entrepreneurship Around the World”, Angola ocupa a sexta posição na lista dos 15 países mais empreendedores do mundo. Por isso, saber o que é e como funciona uma startup é tão importante.

Afinal, o número de startups no país não para de aumentar, com modelos a trabalhar em diversas áreas além da tecnologia, como saúde, educação, finanças e outros.

Quer entender melhor como funciona uma startup? Continue a leitura!

O que é e como funciona uma startup?

De um modo geral, startup é uma empresa em fase inicial com uma proposta de negócio inovadora e com grande potencial de crescimento. Como dissemos, as startups podem actuar em várias áreas e mercado e, normalmente, têm em comum o uso da tecnologia como base para suas operações.

O termo “startup” nasceu no Vale do Silício, na Califórnia, com empresas especializadas em alta tecnologia e inovação. Elas se tornaram conhecidas em todo o mundo na década de 1990, com a “bolha ponto com”, na época de popularização da internet.

Funcionamento

Existem 3 pontos em que o funcionamento de uma startup se baseia.

Para entender como funciona uma startup, é preciso conhecer os 3 nortes em que ela se baseia, que explicaremos logo abaixo.

1)    Inovação

Para que uma empresa seja considerada uma startup é imprescindível que ela seja inovadora. Isso significa entregar serviços, produtos ou experiências que atendam às necessidades dos consumidores de uma forma diferenciada e criativa. Em alguns casos, a startup também cria novos nichos de actuação por meio das suas práticas.

Na maioria dos casos, o uso da tecnologia é a base para a inovação, representada no modo de fazer negócio. Mas isso não é obrigatório e existem exemplos de startups que não dependem da tecnologia para inovarem.

2)    Repetível e escalável

Outro ponto sensível da maioria das startups é apresentar um negócio, serviço ou produto que seja repetível e escalável. Ou seja, a solução inovadora proposta pela empresa precisa ser fácil de ser replicada em uma escala cada vez maior.

Isso significa que o serviço ou o produto precisa ser o mesmo ou ao menos semelhante para todos os clientes, com pouca ou nenhuma possibilidade de customização.

Por ter um modelo repetível e escalável, o custo de manutenção de uma startup é baixo e, mesmo com o crescimento da empresa, esses valores de operação continuam pequenos.

3)    Flexibilidade

Como uma startup é repetível e escalável, ela também é estável. Contudo, é preciso haver espaço para a flexibilidade, ou seja, para abraçar as mudanças diariamente. Para isso, é necessário se adaptar à realidade e se antepor às novidades.

Em termos de flexibilidade, falamos sobre responder rápido aos desafios da sociedade, modificar processos internos, adaptar o trabalho e o serviço às demandas do mercado, testar novas formas de se diferenciar no sector etc.

Quais os principais tipos de startup?

B2B, B2C e B2B2C são os três principais tipos de startups que existem.

Agora que você já sabe como funciona uma startup, é necessário conhecer os diferentes tipos que existem.

É importante explicar que nem todas as empresas podem ser consideradas uma startup e que nem toda startup se mantém como tal para sempre. Por exemplo, se uma padaria abriu recentemente, embora seja uma empresa nova, ela não pode ser considerada uma startup, uma vez que vender pães é um negócio tradicional e com viabilidade comprovada.

Então, para ser considerada uma startup, é importante que a empresa em questão tenha uma proposta que ainda não foi testada no mercado.

Quando a empresa inovadora já consolidou seu modelo de negócios, ela perde o “status” de startup e se torna um negócio como todos os outros. Por exemplo, Google e Facebook iniciaram suas actuações como startups, mas hoje são empresas de referência no mercado.

Alguns tipos de startups estão listadas abaixo. A classificação se baseia no mercado para o qual a empresa cria soluções.

B2B

B2B é a sigla para Business to Business, ou negócio para negócio. Essas são as startups que entregam soluções para outras empresas. Ou seja, as transações são realizadas entre pessoas jurídicas.

É um modelo que tem crescido bastante e que conta com um grande volume de vendas e alto faturamento. O principal desafio, contudo, é definir um produto ou serviço e um público-alvo específico no início do seu funcionamento.

B2C

B2C é a sigla para Business to Consumer, ou negócio para consumidor. É a startup que cria soluções e  vende directamente para os consumidores. Esse é um modelo muito comum, como os e-commerces e as lojas retalhistas (o que para outros chamam de varejistas).

Para conquistar e fidelizar clientes, o investimento em marketing costuma ser maior nesse segmento e busca-se sempre adaptar suas soluções e inovações às exigências e necessidades da clientela.

B2B2C

A sigla significa Business to Business to Consumer, ou seja, negócio para negócio para consumidor. É uma startup que funciona como intermediária entre uma empresa e o consumidor final. É um modelo de negócio novo e presente, principalmente, nos ambientes virtuais.

Exemplos desse tipo de actuação são os marketplaces e os grandes sites de vendas que realizam a ponte entre o consumidor e outros negócios. Os marketplaces não têm estoque ou controlo sobre os produtos vendidos, eles apenas dão visibilidade às empresas menores que são as responsáveis por comercializarem e entregarem os produtos.

Como montar uma startup?

Agora que você já sabe como funciona uma startup, veja como montar a sua.

Agora que você já viu o que é e como funciona uma startup, deve ter notado que montar um negócio como esse não é uma tarefa simples, certo? Abaixo separamos os principais passos para tirar a sua ideia do papel.

Passo 1: concepção

O empreendedor ou o grupo de empreendedores deverá analisar, encontrar e apresentar uma solução para alguma demanda que actualmente é mal atendida pelo mercado. A solução, como dissemos, precisa ser inovadora, pois oferecer algo que já existe no mercado não torna a empresa uma startup.

Nessa etapa, geralmente são realizadas pesquisas de mercado, análises do público-alvo e busca de possíveis soluções que sejam inovadoras, escaláveis e possíveis de repetição.

Passo 2: gestação

Essa é a etapa de desenvolvimento e aperfeiçoamento da solução. O amadurecimento da ideia envolve pequenos testes, com grupos de controlo, para analisar a solução, entender como o mercado se comporta e fazer possíveis ajustes na ideia.

Passo 3: validação

Agora é o momento do lançamento oficial e da confirmação de que realmente há uma demanda para a ideia da empresa. É nesse momento que os gestores começam a buscar por investimentos e recursos futuros que permitam o crescimento da startup.

Passo 4: crescimento e consolidação ou morte

A partir dos resultados das etapas de gestação e validação, é possível concluir se a ideia proposta é capaz de atender a demanda de maneira inovadora e eficiente.

Se tudo estiver encaminhado, a empresa crescerá até deixar de ser uma startup. Caso contrário, é preciso analisar os erros cometidos, encerrar a operação e colocar novas ideias em desenvolvimento.

Incubadoras e aceleradoras: quais são seus papéis no desenvolvimento das startups?

As incubadoras e aceleradoras são importantes para ajudar no investimento de uma startup.

Você já aprendeu como funciona uma startup e como montar a sua. E para isso, é inevitável a necessidade de investimento. Embora, em muitos casos, essas empresas iniciem a operação de maneira mais enxuta, o que significa custos de operação menores, eles ainda existem.

Uma alternativa é o bootstrapping. Ou seja, montar o negócio com o próprio dinheiro. Isso acontece quando os investidores não encontram pessoas que acreditem no negócio. Algo que é bastante comum, porque, geralmente, essas são empresas inovadoras e disruptivas.

No caso de um bootstrapping é necessário começar aos poucos. Para isso, é necessário economizar os recursos e buscar por um modelo de negócios que proporcione rápido retorno financeiro e que tenha custos de operação bem reduzidos.

Grandes nomes do sector de tecnologia, como a Dell e a Microsoft, começaram a operar dessa maneira.

Investidor anjo

Outra possibilidade é buscar o que chamamos de investidor anjo. Essa é a pessoa que investe nas startups com alto potencial de crescimento. Em geral, quem investe, troca o seu dinheiro por uma participação minoritária no novo negócio.

Além de fornecer o capital inicial, muitas vezes o investidor anjo também trabalha como um mentor, que oferece conselhos e conecta os novos empreendedores com nomes importantes do sector com quem ele possui relacionamentos comerciais.

Crowdfunding

O financiamento colectivo, ou crowdfunding, é outra possibilidade bastante comum de levantar capital para montar a startup. Nesse caso, os empreendedores colocam a ideia em uma plataforma de financiamento colectivo e quem acredita na ideia colabora com um pouco de dinheiro.

Em troca, as pessoas que ajudaram financeiramente podem receber o produto da startup, descontos no lançamento e outros tipos de benefícios exclusivos.

Séries A, B e C

As formas de investimentos variam de acordo com a etapa em que a startup se encontra.

Nesse tipo de investimento, os investidores injectam dinheiro de acordo com a etapa em que a startup se encontra. 

As séries A são relacionadas ao investimento inicial para a empresa começar a operar e normalmente a série de investimentos é feita junto à fundos de venture capital, com investidores profissionais.

Nas séries B, a startup já está consolidada, com mercado e consumidores estabelecidos. O principal objectivo nessa etapa é aprimorar os processos, realizar contratações, criar departamentos, buscar novos mercados e adquirir outras empresas.

nas séries C, a empresa se encontra bem desenvolvida e muitas iniciam no mercado internacional. Assim, além dos fundos de venture capital, também atraem empresas de privaty equity e fundos de hedge.

Aceleradoras

As aceleradoras ainda são novas no mercado de muitos países. Elas nasceram com a missão de ajudar os empreendedores a construírem e consolidarem suas startups, até que elas consigam se manterem no mercado e lucrarem.

Para isso, as aceleradoras aplicam metodologias de aceleração, oferecem a ajuda de mentores qualificados e parceiros que entregam seus serviços gratuitamente ou de forma subsidiada às empresas aceleradas.

Em alguns casos, as aceleradoras também investem um pequeno capital para ajudar os empreendedores a financiarem suas ideias e suas vidas pessoais durante o programa. Em troca, as startups cedem um percentual de participação para as aceleradoras.

Conclusão

Neste conteúdo, você aprendeu o que é e como funciona uma startup. Para que um negócio se enquadre como startup, ele precisa entregar uma solução inovadora e ter um modelo de negócio escalável e replicável.

Na hora de transformar a ideia em realidade, existem várias formas de levantar investimentos, como o investidor anjo, os fundos de investimento e as aceleradoras.

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