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Fique por dentro dos hábitos e costumes de Angola!

Angola é um país multi e transcultural. Em seu território convivem diversas culturas e povos, com línguas, costumes e origens diferentes, que, não raramente, extrapolam as fronteiras estabelecidas pelos europeus ainda no século XIX. Por isso, são muitos os hábitos e costumes de Angola.

O país teve um governo socialista desde a sua independência até o início dos anos 90. Passou por várias décadas de guerras para conquistar a independência e as guerras civil. E hoje vive um período de paz e de prosperidade trazido, sobretudo, pela exploração do petróleo.

Quer entender melhor quais são os hábitos e costumes de Angola? Continue a leitura deste artigo!

Os povos angolanos

A diversidade dos povos angolanos contribui para a riqueza dos hábitos e costumes de Angola.

Angola é um país de muitas etnias e culturas, composto, basicamente, por 3 grandes grupos étnicos: Ovimbundos (dos quais a maioria da população angolana faz parte), Kimbundos e Bakongos.

Além desses, existem, em menor número, outros povos como: Lunda Cokwés, Nhaneca-Humbe, Gangelas, Ovambos, Boxímanes (estes fazem parte da tribo dos Khoisan) e os Hereros.

Os primeiros a residirem no território angolano foram os Bosquímanos (ou Boxímanes), sendo que este é o único povo “não bantu”, enquanto todos os demais pertencem a triboo Bantu.

Cada um desses povos tem uma língua diferente, além do idioma oficial do país, que é o português. Por isso, Angola conta com cerca de 20 a 60 línguas nacionais/tradicionais e seus dialectos.

De todas as línguas nacionais, a mais falada, depois do português, é o kimbundu. Essa é uma língua com grande relevância por ser a língua tradicional da capital e do antigo reino N’gola.

Ovimbundu

Esse é o grupo de mais de um terço da população angolana. Ele incluí as províncias de Benguela, Huambo e Bié.

Até o final do século XIX, eles estavam organizados politicamente em 12 reinos, sendo os mais poderosos: Bailundo, Bié, Chyaka, Galangue e Andulo. O idioma é o Umbundu.

O rei era o sacerdote supremo do povo e cada rei exercia sua autoridade sobre uma série de sub-reinos, chamados de atumbu. Os Ovimbundu eram temidos devido as suas incursões escravocratas. Eles também foram muito usados para colaborar com os portugueses.

Kimbundo

É o grupo de cerca de 26% da população de Angola e se situa entre os rios Cuanza e Dande, abrangendo Luanda, na costa, até a Bacia do Cassange, na parte oriental do distrito de Malange. Dentro do grupo Kimbundo estavam incluídos 20 povos.

Esse é o grupo étnico do centro do país que mais assimilou os costumes coloniais portugueses. Foram eles, também, que produziram as primeiras obras das literaturas escritas angolanas.

Bakongo

Representa cerca de 13% da população angolana. Era composto por 8 povos que ocupavam Cabinda e o distrito do Zaire e Uíge.

Quando os portugueses chegaram, esse era o grupo mais forte e estruturado dessa região da África Central. Contudo, ao fim de quase 2 séculos de colaboração intensa com os portugueses, inclusive no comércio de escravos, acabou se enfraquecendo politicamente.

Ovambos

É o grupo que representa 3% da população angolana e que possuía a maioria dos gados do país, sendo os principais fornecedores do planalto central, contando com uma economia agro-pastoril. Os Ovambos ocupavam a fronteira entre Angola e Namíbia.

Ao contrário dos Umbundu, esses povos não viviam em aldeias. A população rural dividia-se em distritos, sendo que cada comunidade tinha um número de 100 a 300 famílias que ocupavam uma área de limites mal definidos, chamada chilongo.

Os Ovambos também não tinham uma monarquia centralizada – todos os povos tinham seu próprio rei.

Nhyanecas-Humbi ou Nhanekas-Humbe

Se situavam entre os Umbundo e os Ovambos e representavam 5% da população angolana. Dispersaram-se pelos distritos Huíla e Cunene e era composto por 10 povos.

Entre todos os povos, os Nhanekas-Humbe eram os mais conservadores e foram os menos influenciados pela cultura europeia.

Hábitos e costumes de Angola

Os hábitos e costumes de Angola são bem diversificados e variam dependendo da região.

Com tantos povos, é claro que os hábitos e costumes de Angola são bem variados e distintos, dependendo da região. Vamos ver alguns mais marcantes no país:

Carnaval

O carnaval é festejado em Angola há mais de um século. Ele foi introduzido no país pelos portugueses, mas desde os anos 1900, os povos Umbundos já se manifestavam com danças e máscaras – algo correspondente ao carnaval dos povos antigos.

Luanda sempre foi o local em que o carnaval mais se desenvolveu, principalmente graças aos Cabindas e Solongos que transportaram para os axiluandas a dança Muanda de acção rítmica do Semba.

As outras províncias onde o carnaval também é comemorado com ênfase são as do litoral: Cabinda, Zaire, Bengo, Kwanza-sul, Benguela, Namibe, Malanje e Cwanza-Norte.

Apesar disso, o carnaval é bastante disseminado pelo país. Actualmente, ele é comemorado com ritmos folclóricos, com a finalidade de disseminar a cultura angolana.

Outras festas típicas

Além do carnaval, existem algumas festas típicas em Angola, como:

Literatura

A literatura teve um papel importante na superação de Angola como estatuto de colônia.

A literatura tem um papel importantíssimo em Angola, ajudando a superar o estatuto de colônia e tocando em temas sensíveis como preconceito, dor, sofrimento, exclusão social, entre outros.

A literatura angolana nasceu ao final da primeira metade do século XX, quando um grupo de intelectuais resolveu rejeitar a influência europeia e ir em busca de elementos culturais africanos que servissem de base para essa nova literatura.

Sendo uma literatura de contestação, ela foi feita na clandestinidade e na guerrilha. As obras expressavam o desejo de liberdade, denunciavam os maus-tratos sofridos e a discriminação, incentivando os africanos a lutarem contra o regime colonial.

Alguns dos principais representantes da literatura angolana são: Agostinho Neto, Aires Almeida dos Santos, Amélia Dalomba, Pepetela, José Luandino Vieira e Henrique Abranches.

Dança

A dança está entre um dos hábitos e costumes de Angola mais forte.

Entre os hábitos e costumes de Angola, a dança é uma das mais fortes. Ela não distingue géneros, significados, formas e contextos, já que combina a vertente recreativa com o estatuto de veículo de comunicação religiosa, curativa, ritual e de intervenção social.

São muitas as danças tradicionais em Angola, ensinadas pelos povos antigos e que se apresentavam em diferentes contextos e tradições.

A dança tinha um papel tão importante para esses povos, que a profissão de bailarino era, frequentemente, herdada, com um ensino rigoroso baseado em códigos e organizações cenográficas específicas.

Um exemplo bem conhecido é os Akixe ou bailarinos mascarados, preparados pela Mukanda, uma escola tradicional de iniciação masculina entre o povo Cokwé.

São muitas as danças em Angola, com danças infantis, danças para jovens, danças apenas para o sexo masculino ou feminino e danças específicas para marcar períodos da vida, como a dança fundura, interpretada pelas jovens kwanhamas na festa da puberdade designada por Efiko.

Impossível dissociar a dança da música, afinal, as danças são acompanhadas de instrumentos específicos e requerem diferentes peças de vestuário, adornos e até inscrições corporais, de acordo com o significado de cada dança.

Além das danças tradicionais, em Angola as danças urbanas também fazem muito sucesso, principalmente com os jovens, como é o caso do Kuduro, o Gato Preto, o Kwasa-Kwasa, o N`Domboló (dos nossos irmãos oeste africanos, os Congoleses), o Kizomba, a Rebita, entre outras.

Música

A música tradicional de Angola é muito executada em cerimônias especiais.

A música também é uma manifestação artística e cultural bastante divulgada e diversificada entre os diferentes grupos étnicos de Angola.

A música tradicional reflete e revela o espírito e a vivência comunitária, com momentos de alegria, de tristeza, de nobreza e até de representações ideológicas.

Em geral, a música tradicional angolana é ritualista. Ou seja, executada em cerimónias especiais, como nascimento, puberdade, casamento, funeral e em cânticos religiosos ou para a chuva. A interpretação é realizada com instrumentos artesanais, normalmente de percussão.

Os instrumentos mais usados são produzidos em madeira e couro e se dividem em diferentes categorias de acordo com o tipo de som que produzem, como idiofones, membranofones, aerofones, cordofones e instrumentos de lâmina.

Os vários mercados ao ar livre de Luanda sempre concentram algum pequeno grupo de músicos cantando, com seus dialetos próprios, as canções de histórias, terras e povos esquecidos.

Luanda é muito importante no cenário musical de angola, sendo o berço para diversos estilos como Merengue angolano, Kilapanda, Kazukuta e Semba. Foi na Ilha que nasceu a Rebita e é a partir do Semba que nasce o samba brasileiro e também a Kizomba e o Kuduro.

Atualmente, a música em Angola é bastante rica e influenciada por tradições de outros países, mescladas com as nacionais.

Alguns artistas em expansão e projecção em Angola e em outros países são: Titica, considerada a rainha do Kuduro, Pérola, um dos principais expoentes do semba e da kizomba, Anna Joyce, Yola Araújo, Neide Sofia, Matias Damásio, C4 Pedro e outros.

Artesanato

O artesanato é um dos hábitos e costumes de Angola que reflete as diferentes etnias que formaram o país com toda sua riqueza cultural.

Além do valor estético, a arte angolana sempre tem um valor funcional, pois todas as peças têm um significado, um ritual ou um uso. Entre os artistas angolanos, vemos sempre uma grande preocupação em aliar beleza visual e estética com significado simbólico.

As máscaras são as expressões mais conhecidas do artesanato angolano e estão ligadas a ritos e explicações religiosas. Elas são consideradas objetos sagrados que estavam ligadas a momentos importantes na vida comunitária. Por isso, existe uma grande variedade, como máscaras totémicas, guerreiras, iniciáticas etc.

Cada máscara possui sua própria história e representa um papel fundamental na realização de cerimónias e rituais, como de iniciação masculina e feminina, fúnebres (representando a vida e a morte), transição da infância para a vida adulta, celebração de uma nova colheita, início da estação da caça, entre outros.

Assim como as demais expressões culturais, cada grupo étnico possui suas próprias máscaras, tradições e traços artísticos originais. Em comum, está o facto de elas deterem um poder sobrenatural, servindo como mediadoras entre o mundo dos vivos e os espíritos de antepassados.

Gastronomia

Assim como os demais hábitos e costumes de Angola, a gastronomia também é vasta, com uma mistura entre os povos. Alguns dos pratos típicos do país são:

Artes em geral

Actualmente, o cinema Angolano está passando por uma fase de renovação.

Outras artes também fazem parte dos hábitos e costumes de Angola. O cinema teve uma grande importância histórica na formação do país e também contribuiu para a independência e a formação do povo angolano.

Actualmente, o cinema angolano passa por uma fase de renovação, com forte influência do cinema americano e nigeriano, além de uma produção mais voltada para as vivências e dilemas dos jovens angolanos.

O folclore também integra os hábitos e costumes em Angola, com várias lendas e contos passados de geração para geração, como a lenda de Kianda, o conto do Jacaré Bangão, entre outras.

Conclusão

Como você viu neste conteúdo, são muitos os hábitos e costumes de Angola, afinal o país conta com uma série de povos antigos, com culturas e tradições diferenciadas.

Essa miscigenação se reflete na linguagem (com outras línguas nacionais além do português), na dança, na música, no artesanato e em diversas outras expressões culturais dos angolanos.

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